segunda-feira, 20 de março de 2017

Riscos de uma futura viagem a Marte incluem leucemia, diz estudo

Radiação presente no espaço interfere nas células responsáveis pela imunidade do organismo
Por Guilherme Eler

Os riscos de uma viagem espacial tripulada são especialmente grandes para os astronautas. Fatores como isolamento, gravidade e pressão influem na viagem e precisam ser dominados se quisermos colocar os pés em Marte. É a fim de aumentar nossas chances de sucesso no planeta vermelho que pesquisadores do Instituto Wake Forest de Medicina Regenerativa trabalham em parceria com a Nasa. Experimentos recentes conduzidos pelo grupo foram publicados no jornal Leukemia, e apontam para um grande obstáculo: a exposição à intensa radiação do planeta, que pode aumentar o risco de leucemia.

O estudo visava simular os efeitos diretos da radiação solar e dos raios cósmicos no tecido conjuntivo, mais precisamente nas células hematopoiéticas, responsáveis pela formação de leucócitos, plaquetas e outros elementos do sangue. Elas regulam funções vitais do sangue, como  o transporte de oxigênio e o combate a infecções e outros invasores.

Células hematopoiéticas de doadores saudáveis entre 30 e 55 anos foram bombardeadas por íons e prótons de ferro – o mesmo tipo de radiação que os astronautas encontrarão no espaço. O teste indicou o efeito devastador das mutações causadas pela radiação no sistema imunológico humano. De acordo com Christopher Porada, um dos responsáveis pelo estudo, a capacidade de produção das células do sangue foi reduzida a valores entre 60 e 80%, o que pode provocar um quadro de anemia profunda.

Em um segundo momento, as células irradiadas foram incubadas em ratos de laboratório. As cobaias desenvolveram o que foi diagnosticado pelos cientistas como leucemia linfoide aguda A doença caracteriza-se pela produção de linfócitos imaturos, incapazes, portanto, de apresentar eficácia na função imune. O teste representou a primeira demonstração de como a exposição a radiação espacial pode aumentar o risco de leucemia em humanos.

Fonte: Superinteressante

terça-feira, 14 de março de 2017

Luvas de Látex, Nitrílicas ou de Vinil?

por Raphael Gonçalves Nicésio, do Biomedicina Brasil

Dentro de um laboratório, as luvas são equipamentos de proteção individual obrigatórios para quase todo tipo de procedimento, protegendo o trabalhador de possíveis riscos. Ao selecionar as luvas de proteção, existem quatro perguntas básicas a se considerar:

► Quão tóxico ou infeccioso é o material se absorvido pela pele?
► Como a luva será utilizada?
► Os testes de qualidade do fabricante são realizados frequentemente?
► Qual é o custo do produto?

Conhecer os pontos positivos e negativos dos principais materiais pode ajudar na escolha da luva mais adequada para protegê-lo durante sua jornada de trabalho. É importante identificar as ameaças a que o profissional estará submetido e determinar se ele terá contato pontual ou prolongado com materiais prejudiciais.


Luvas de Látex


O látex é um material natural proveniente de extrativismo vegetal e a escolha mais popular de proteção para uso médico ou industrial. Algumas pessoas possuem alergia ao látex, o que torna inviável o uso das luvas. Em contrapartida, quando não há nenhuma causa impeditiva, as luvas de látex têm uma ligeira vantagem sobre as de outros materiais, pois propiciam mais conforto e destreza durante as atividades.

Características:

☛ Muito confortáveis
☛ Alto nível de sensibilidade
☛ Duráveis por um longo período de tempo
☛ Protegem bem em situações de alto risco com materiais infecciosos
☛ Opções com ou sem pó
☛ Material elástico e forte
☛ Estéreis ou não
☛ Biodegradáveis
☛ Ótimo custo-benefício


Luvas Nitrílicas

As luvas nitrílicas são feitas de borracha sintética, ideais quando a pessoa possui alergia ao látex. Seu principal ponto positivo é a resistência à perfuração, tento muita aprovação na área médica. Devido à resistência, essas luvas geralmente são mais caras do que as produzidas com outros materiais.

Características:

☛ Confortáveis
☛ Sem látex
☛ São resistentes à perfuração e produtos químicos
☛ Alto nível de sensibilidade
☛ Duráveis por um longo período de tempo
☛ Protegem bem em situações de alto risco com materiais infecciosos
☛ Disponíveis em várias cores
☛ Mais caras


Luvas de Vinil

As luvas produzidas com o composto químico vinil são o produto de escolha das indústria de alimentos e das empresas cujas situações de trabalho não exigem altos níveis de durabilidade e proteção. Embora possam ser menos duráveis, geralmente são a opção mais barata do mercado.

Características:

☛ Ajuste fraco
☛ Sem látex
☛ Transparentes
☛ Protegem bem em situações momentâneas com menor risco
☛ Propriedades antiestáticas
☛ Opções com ou sem pó
☛ Mais baratas


Fonte: Luvas de Látex, Nitrílicas ou de Vinil?: Tudo sobre Saúde, Ciência e Tecnologia.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Brasil e Portugal têm maior percentual de mulheres autoras de artigos científicos, diz estudo

Em 20 anos, participação das mulheres subiu 11 pontos percentuais no Brasil. Estudo de editora de artigos científicos considera todas as áreas de conhecimento. 
Brasil e Portugal estão no topo da lista de um estudo que avalia a participação de mulheres na produção de artigos científicos. O relatório Gender in the Global Research Landscape (Gênero no Cenário Global de Pesquisa, em tradução livre), mostra que, nos dois países, as mulheres representavam 49% dos autores de artigos catalogados na pesquisa. O percentual é o maior na lista de 12 países ou regiões considerados no relatório.


Os dados foram levantados pela editora Elsevier, referência em produção científica no mundo. Eles consideraram em seu estudo a analise de artigos científicos publicados que foram posteriormente catalogados por sua base de dados chamada Scopus. O estudo avalia a produção científica em um intervalo de 20 anos, compara 12 países e regiões, além de considerar 27 áreas de concentração.
Em nove dos 12 países e regiões comparados, as mulheres representam mais de 40% dos pesquisadores (EUA, União Europeia, Reino Unido, Candá, Austrália, França, Brasil, Dinamarca e Portugal).
Segundo o estudo, a proporção da presença feminina varia substancialmente entre áreas do conhecimento, sendo maior nas áreas de "vida e saúde"; e inferior nas áreas de engenharia e ciências da computação.
Com base no perfil dos autores dos artigos, o levantamento apontou que houve crescimento no total de mulheres pesquisadoras no Brasil. No período 1996-2000, o total de mulheres que assinavam artigos (independentemente de área) alcançava 38%. No recorte 2011-2015, esse número subiu para 49%. 
Dos 106.167 artigos publicados entre 1996 a 2015, 40% foram escritos por mulheres. O índice é maior do que o registrado em países com o Canadá e Japão, por exemplo, que tiveram 31% e 16%, respectivamente, dos artigos com autoria feminina. 
No Brasil, a maioria dos artigos publicados entre os anos de 2011 e 2015 foi sobre medicina, sendo que 24% foi escrito por mulheres, e 17% por homens. A pesquisa mostra também que o segundo tema mais recorrente foi agricultura e ciências biológicas, que corresponde a 10% da produção feminina e 8% masculina.
O estudo cita ainda levantamento da Unesco que aponta que, em 2015, somente 28% dos pesquisadores pelo mundo eram mulheres. Ainda para contextualizar os dados, a Elsevier lembra que outro estudo mostra que apenas 13% dos autores citados em estudos científicos em 2014 eram do gênero feminino.
Na área de ciências duras, batizada pela editora como "Physical Sciencies", as mulheres continuam subrepresentadas com menos de 25% de presença na maioria das comparações.
De acordo com o levantamento da Elsevier, o percentual global de mulheres entre os inventores com patentes de suas aplicações subiu quatro pontos percentuais na comparação entre 1996-200, quando o índice era de 10%, e passou para 14% entre 2011 e 2015.
Artigos científicos podem ser escritos por acadêmicos de diferentes países, em parceria. Esse tipo de produção facilita a troca de ideias, a circulação de conhecimento e a inovação. Segundo o levantamento da Elsevier, nos doze países avaliados, as mulheres estão menos presentes nas colaborações internacionais do que os homens.
No Brasil, entre 2011 e 2015, 20% da produção científica das mulheres envolveram parcerias com autores de outros países. Entre os homens, o índice é mais alto: 25% dos estudos conduzidos por eles incluem colaboração internacional.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Brasileiros criam teste capaz de diagnosticar Alzheimer em 30 minutos

Exame consegue identificar alterações da proteína 'Adam-10' por meio de um sensor eletroquímico com anticorpos

Cientistas brasileiros da Universidade Federal de São Carlos criaram um teste sanguíneo que consegue diagnosticar Alzheimer em apenas meia hora. A doença provoca a morte das células do sistema nervoso e um dos principais sintomas é a perda progressiva da memória. 

Segundo o G1, os pesquisadores criaram um sensor eletroquímico com anticorpos, capaz de identificar a quantidade da proteína 'Adam-10', que caso apresentasse alterações poderia indicar a presença da doença. Em seguida, os dados são lidos por um programa de computador e, em 30 minutos, já é possível diagnosticar Alzheimer.

“Quanto mais alteração na proteína, maior o avanço da doença. Essa foi a relação direta que a gente encontrou nesses resultados”, afirma Marcia Caminatti, pesquisadora da UFSCar.

Cerca de 1,2 milhão de pessoas no Brasil sofrem da doença, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer. O grupo espera que o novo exame possa ajudar a detectar o Alzheimer ainda em fase inicial.

Ainda de acordo com a reportagem, outra vantagem do método inédito está no custo do teste.

“Ele tem um custo de produção da ordem de R$ 3. Quando a gente compara isso com a tomografia computadorizada, que é um dos métodos utilizados para o diagnóstico, a tomografia gira em torno de R$ 400 a R$ 800. Então, é um custo bem mais baixo”, explica Ronaldo Censi Faria, pesquisador da UFSCar.




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Reconhecimento da UTI coronariana do HUAP é uma vitória para toda UFF

Temos a satisfação de informar que depois de 21 anos de idas e vindas foi finalmente habilitada pelo Ministério da Saúde a UTI coronariana do HUAP, que antes era reconhecida apenas como enfermaria comum.

É uma vitória para toda equipe da UTI coronariana, para o HUAP e para a UFF, que se traduz em benefícios para a comunidade de técnicos, docentes, alunos e para toda a população. É também o reconhecimento do trabalho desenvolvido na administração da UFF e particularmente no acerto da gestão compartilhada UFF/Ebserh.

Na prática esta habilitação significa maior remuneração por procedimento e internação pelo SUS e maior altivez na próxima negociação da nossa contratualização com o gestor SUS.

Fonte: UFF

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Como armazenar as células-tronco do dente de leite do seu filho

Por Dr. Eder Zucconi

O dentinho do seu filho vai cair? Esta pode ser uma ótima oportunidade para se armazenar as células-tronco do dente de leite. Provavelmente, todo mundo já sabe ou já ouviu dizer que no cordão umbilical existem células-tronco usadas para tratar doenças. A novidade é que a polpa de dente também é uma fonte rica em células-tronco.

As células-tronco são células muito especiais presentes no nosso corpo que sob certos estímulos, podem dar origem a células cardíacas, ósseas, musculares, neuronais, etc.

Toda vez que nosso corpo sofre uma lesão, são as células-tronco presentes no nosso organismo que vão reparar este dano. Por este motivo, as células-tronco são a grande promessa para a medicina regenerativa e poderão ser utilizadas para o tratamento de doenças hoje incuráveis.
Qual a vantagem de se armazenar as células-tronco do dente de leite?

A polpa de dente é uma fonte rica em células-tronco mesenquimais jovens, com capacidade de se transformar em uma variedade de tecidos do nosso corpo.

Para os pais que perderam a oportunidade de armazenar as células-tronco do cordão umbilical de seus filhos, a polpa de dente é uma excelente alternativa para coletar células-tronco jovens e com potencial terapêutico enorme.

Como é realizada a coleta do dente?

Quando um dentinho da criança estiver para cair, os pais devem entrar em contato com a empresa escolhida para solicitar um kit que contém todas as instruções da coleta. Logo após a queda natural do dente, basta colocar o mesmo no frasco estéril enviado no kit e encaminhar a amostra para o laboratório que irá realizar o isolamento e congelamento das células.

A coleta também pode ser realizada por um odontopediatra. No consultório, o dente extraído é colocado no mesmo frasco estéril que contém uma solução para preservar a polpa do dente.

Em um prazo de até 36 horas o material coletado é encaminhado para um laboratório especializado onde as células-tronco são extraídas e multiplicadas. O processo para obter o número desejado de células-tronco pode durar entre 45-60 dias.

Como é feito o armazenamento e por quanto tempo dura?

As células-tronco são armazenadas por uma técnica chamada de criopreservação, onde as mesmas ficam estocadas em nitrogênio líquido a -196oC.

As células-tronco, armazenadas em condições adequadas, podem ser mantidas por tempo indeterminado. As células mais antigas congeladas datam de mais de 20 anos e, quando descongeladas, conservam suficientemente suas características funcionais e de viabilidade, permitindo aplicações clínicas.

Como é cobrado o processo?

Para armazenamento das células-tronco mesenquimais, existe uma taxa inicial para a coleta e isolamento das células e uma anuidade para o armazenamento do material.

Para que podem ser utilizadas as células-tronco armazenadas?

Hoje já existem inúmeras indicações e teste clínicos em andamento que demonstram o potencial das células-tronco mesenquimais para o tratamento de uma lista enorme de doenças.

Hoje existem mais de 644 testes clínicos bem-sucedidos injetando células-tronco mesenquimais em seres humanos para tratamento de doenças graves.

Existem trabalhos mostrando aplicação dessas células para doenças como diabetes, infarto do miocárdio, artrose, artrite, esclerose múltipla, Parkinson, fissuras lábio palatinas, AVC, lesões de retina e córnea, enfisema pulmonar, dentre várias outras. Isso no Brasil e no mundo.

Não é apenas uma aposta para o futuro?

Em países como EUA, Canadá e na União Européia, os seguintes tratamentos já estão liberados: Doença do Enxerto Contra Hospedeiro; lesões oculares e aplicações estéticas para rejuvenescimento e preenchimento.

No Brasil já existem 13 testes clínicos em andamento com células-tronco mesenquimais. Dentre eles destacam-se: enfisema pulmonar, reconstrução de lábio leporino e fendas palatinas, lesão medular, osteoartrite, diabetes, degeneração de retina, lipodistrofia, doenças cardíacas, reconstrução mamar, ulceras venosas, distrofias musculares e incontinência urinária.

Ou seja, não é apenas uma aposta para o futuro, já é realidade. Compartilhe!

Fonte: Doutíssima
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